Com o grande número de pichadores
e grafiteiros no Brasil, tentando trazer suas as artes cada vez mais à tona nas
ruas. Passam por situações delicadas todos os dias, como discursões, brigas,
denúncias a polícia, sendo muitas vezes situações que se resolveriam em
conversa, muitas vezes até agressões. Trarei hoje alguns relatos de alguém que
passa por isso todos os dias, mostrando também as situações de aprovação e
preconceito que aconteceram com ele.
Por motivos de preservação de
imagem e visibilidade social vamos usar uma denominação para esse personagem,
totalmente por opção dele. O denominaremos como Gancho, tendo apenas 16 anos de
idade, já passou por situações diversas em que se viu em risco. Já via pichação
e grafitagem como arte desde pequeno, não se lembra com exatidão, mas já sentia
desejo de desenhar em paredes, “Ficava encantado com o jogo de cores, com os
efeitos, e muitas vezes nas mensagens que eram deixadas nessas paredes” Afirma
Gancho passando certa nostalgia nos olhos. Começou a pichar aos 12 anos,
começou com coisas pequenas, um portão, um poste agora não importa o que seja,
desde que tenha o material necessário.
Fazendo uma grafitagem o risco é
menor, as pessoas olham, param, muitas vezes dão palpites sobre a arte, na
maioria das vezes são feitas a luz do dia, sob permissão do proprietário
daquele local podendo temas variadas de natureza a críticas sociais. Porém na
situação da pichação, que na maioria das vezes é só o nome fictício do
pichador, que é o código em que eles se identificam entre si, são feitos
durante a noite, pois essa já tem um risco muito maior, por ser ilegal e não
visto de forma comum pela sociedade. “já chamaram a polícia para mim, já
jogaram objetos, como também já aconteceu de brigar não só verbalmente com o
dono de uma casa.”
Não só acontecem coisas ruins.
“Muitas pessoas valorizam minha arte, já aconteceram mais de uma vez, de me
contratarem com remuneração, me dão o tema e a parede muitas vezes até mesmo
dentro de casa, para fazer grafitagem” fala Gancho com bastante satisfação.
Ao caminharmos no bairro em que o
Gancho mora, encontramos uma loja que tinha a lateral das paredes pichadas, ao
conversar com a lojista que não quis se identificar ela afirmou que “Acho essas
pichações um desrespeito enorme, eu paguei pela pintura da minha loja para
esses vândalos chegarem e fazerem isso.” Esse é um paradigma entre quem quer expressar
sua arte, e quem luta para ter algo em que outras pessoas venham para modifica-la.
Gancho diz que não vai parar de expressar sua
arte nas ruas, mas que tem consciência dos seus atos, sabe o lado bom e o ruim
do que faz, mas é essa “aventura” que ele quer em sua vida, é o que esvazia sua
mente, e são esses riscos que o fazem se desligar da realidade, e mostrar ao
mundo a sua forma de arte.Assista também o vídeo documentário explicando Grafite vs Pichação feito por estudantes de Design Gráfico da Faculdade Integradas Barros Melo AESO:
Para compreender melhor os termos de Grafite e Pichação clique no link: Grafiti vs Pichação
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