quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Projetos Sociais dos Famosos



Usar a fama para apoiar projetos sociais e ambientais faz parte da rotina de alguns famosos. Mesmo com o sucesso, eles reservam espaços em suas agendas para colaborar com trabalhos voluntários e solidariedade.  Muitos projetos sociais são ONGs ou são criados por esse tipo de organização, com o objetivo de mudar uma realidade existente. Veja quem são alguns famosos que se envolvem em projetos sociais: 

Instituto Gabriel Medina
Espaço ainda será inaugurado no início de 2017, na cidade natal do surfista Gabriel Medina: São Sebastião, no estado de São Paulo. Serão selecionados 60 jovens e crianças da região para treinarem no contra turno da escola. O espaço contará com piscinas para aula de natação, academia, sala médica, refeitório para café da manhã e almoço, salas para reuniões e eventos e um acesso direto para a praia de Maresias.


Fundação Leo Messi


A organização sem fins lucrativos foi criada em 2007 para atuar em favor de crianças e adolescentes em situação de risco. Atua principalmente nas Américas e luta contra a doença de chagas também. Além disso, Messi já participou de ações humanitárias no Senegal e Catar, defendendo causas como campanha contra racismo e apoio a crianças carentes. 

Site oficial: http://www.fundacionleomessi.org/

Born This Way Foundation
Para seus fãs, Lady Gaga virou símbolo de muitas lutas. A cantora, que confessou que já sofreu de transtornos alimentares, participa de campanhas contra bulimia, anorexia e a ditadura da magreza. Além disso, Gaga virou embaixadora da causa LGBT e doou parte de um prêmio para uma fundação que luta contra a AIDS

Feminismo


Apesar do título, e do assunto que não é uma novidade, e nem por isso deixa de ser importante, eu espero que você não tenha desistido de ler esse post.
Sou feminista e gosto da proposta do movimento: a igualdade de sexos. Mais ainda, eu gosto das discussões sobre como a mulher é vista e tratada ao longo dos séculos até agora. É interessante, porque me faz enxergar detalhes que antes passavam despercebidos e agora eu posso não apenas ter noção deles como também procurar entender.

A feminista que eu sigo com maior proximidade é Emma Watson. A atriz e Embaixadora da Boa Vontade, da ONU, lançou a campanha #HEFORSHE logo após ser eleita e isso atraiu a minha atenção para a causa. Buscando por recentes noticias sobre ela e a causa, eu encontrei um vídeo para o projeto Our Shared Shelf. Primeiro: o que é o projeto? Bem, vamos começar pela tradução do inglês: Nossa estante compartilhada; Emma lançou um clube do livro feminista no Good Reads, onde compartilha, com quem estiver interessado, livros feministas que ela leu e lê para embasar seus discursos e entender melhor a causa que leve à frente. O vídeo que encontrei se trata de uma entrevista com a autora Caitlin Moran falando sobre o livro Moranifesto, lançado em março de 2016.


A entrevista é interessante e aconteceu em maio desse ano, mas a parte que mais me chamou atenção foi quando Emma fez uma das próprias perguntas, pediu que Caitlin explicasse como ela separava prostituição de pornografia. A explicação da autora me interessou muito, pois eu não vejo as pessoas separando essas duas coisas, mesmo feministas falam delas como iguais, como o mesmo problema, mas não Caitlin. Para ela, o problema é unir as duas coisas e todas as outras que envolvem sexo e mulher. Em sua explicação, Caitlin diz que a ideia de que uma mulher com trabalho sexual ser má é histórica; séculos falando que a mulher pura é o ideal, por questões de doenças que não tinham cura na época, não mudaram ainda, essa visão ainda precisa ser muito trabalhada. Em consequência dessa visão temos mulheres traficadas, estupradas e sem ajuda.  Caitlin ainda prosseguiu dizendo que se o trabalho sexual fosse inventado hoje, teríamos mais chance de pensar que não é algo assustador; a sexualidade feminina causa desconforto e é ignorada, mas trabalhando essa visão seria possível que pedir ajuda. Prostituição é um problema, mas deixar mulheres morrerem por serem prostitutas é ainda pior.

Aqui está o link do canal no Youtube da Our Shared Shelf e também o trecho onde Caitlin fala sobre prostituição e também pornografia. 

Vale à pena assistir tudo e para quem não está com o inglês em dia é possível assistir legendado aqui:

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Brasil rima com preconceito



Você deve ter ficado curioso com o título desse post. Afinal, o brasileiro discrimina tanta coisa que quando se põe um título tão aberto envolvendo preconceito é impossível adivinhar de cara sobre qual estamos falando, não é? Pois bem, hoje vamos abordar uma questão social bem interessante. Vamos falar de música.

No Brasil, há uma cultura bem precária de que: Todo e qualquer movimento de protesto que for contra o governo (os mais fortes, que estão no topo da hierarquia social) é vandalismo. Vivemos isso desde antes da época da ditadura militar. "O comunista é criminoso!" disse o governo militarista. O mesmo governo que torturou e matou o cidadão de bem, que estava apenas pedindo por justiça. Sempre foi assim e ainda é. Mas a luta pela liberdade não para, na verdade ela está só começando. 

Quis citar a ditadura militar para que pudéssemos recapitular um pouco do estado crítico em que se encontravam os artistas do meio musical brasileiro nessa época. A censura era o carro chefe da opressão cultural, o impedimento de que o povo protestasse contra algo desumano. E mesmo assim, cantamos "Afasta de mim esse cale-se" e marcamos a história. Mantendo nas mentes do povo brasileiro o sentimento de que não, ainda não acabou. 

Foto/Divulgação: Livro Cale-se

Mas voltemos para 2016, um ano de grandes mudanças. Temos hoje, a liberdade de expressão. Podemos sim falar sobre qualquer coisa nas nossas canções, desde "novinha vem pra mim" até "como é grande o meu amor por você". Porém, vocês já notaram como o meio musical do Brasil é classificado? O preconceito ainda está ali, sabe? Mascarado pra que você não veja. Mas quem nunca ouviu pessoas dizendo o que é "música de rico, de gente culta, que tem bom gosto" e "música de pobre, coisa de favelado, música de bandido?" Estamos a todo tempo sendo lembrados que existem classes sociais e que elas não devem se misturar. 

Muitas pessoas não enxerguem a realidade por trás dessa máscara imunda que o Brasil insiste em sustentar alegando ser um país laico, o país da diversidade, o país do futebol. E foi exatamente desse jeito que marginalizaram o estilo musical maravilhoso que pretendemos abordar no post de hoje: O Rap.


Foto/Divulgação: Projota

A palavra Rap significa "Ritmo e poesia", trazendo consigo o hábito de não fazer das melodias seu foco principal, deixando as palavras mostrarem todo seu ideal através de letras bem elaboradas pra transmitir um pensamento, muitas vezes reflexivo, sobre algo. O rap "fala na cara" tudo aquilo que a censura tentou segurar. Felizmente, temos grandes representantes do rap atuando no nosso país, como Gabriel, o pensador, Projota e Emicida. Mas nem só de homem vive o Rap Nacional. As mulheres também conquistaram seu espaço, trazendo nomes como Amanda NegraSim, Pamelloza e Issa Paz.

Foto/Divulgação: Amanda NegraSim

Os raps desse pessoal muitas vezes vão de encontro a tudo aquilo que precisamos ouvir, mas não aceitamos ou não estamos preparados pra ouvir. De fato, é um estilo musical que combina bastante com a proposta do Fato em Movimento. Queremos fazer você pensar, enxergar o mundo com outros olhos, com olhos mais humanos e menos alienados.

Então, curte um pouco desse som!

Em homenagem aos nossos governantes:
https://www.youtube.com/watch?v=KPgs45B6AaI

Abre a mente e sente, depois me fala quem realmente é o trabalhador e o marginal. Tenho certeza que não vão se arrepender ;)     

sábado, 24 de setembro de 2016

Pichação Aceitação e Reprovação

Com o grande número de pichadores e grafiteiros no Brasil, tentando trazer suas as artes cada vez mais à tona nas ruas. Passam por situações delicadas todos os dias, como discursões, brigas, denúncias a polícia, sendo muitas vezes situações que se resolveriam em conversa, muitas vezes até agressões. Trarei hoje alguns relatos de alguém que passa por isso todos os dias, mostrando também as situações de aprovação e preconceito que aconteceram com ele.
Por motivos de preservação de imagem e visibilidade social vamos usar uma denominação para esse personagem, totalmente por opção dele. O denominaremos como Gancho, tendo apenas 16 anos de idade, já passou por situações diversas em que se viu em risco. Já via pichação e grafitagem como arte desde pequeno, não se lembra com exatidão, mas já sentia desejo de desenhar em paredes, “Ficava encantado com o jogo de cores, com os efeitos, e muitas vezes nas mensagens que eram deixadas nessas paredes” Afirma Gancho passando certa nostalgia nos olhos. Começou a pichar aos 12 anos, começou com coisas pequenas, um portão, um poste agora não importa o que seja, desde que tenha o material necessário.
Fazendo uma grafitagem o risco é menor, as pessoas olham, param, muitas vezes dão palpites sobre a arte, na maioria das vezes são feitas a luz do dia, sob permissão do proprietário daquele local podendo temas variadas de natureza a críticas sociais. Porém na situação da pichação, que na maioria das vezes é só o nome fictício do pichador, que é o código em que eles se identificam entre si, são feitos durante a noite, pois essa já tem um risco muito maior, por ser ilegal e não visto de forma comum pela sociedade. “já chamaram a polícia para mim, já jogaram objetos, como também já aconteceu de brigar não só verbalmente com o dono de uma casa.”
Não só acontecem coisas ruins. “Muitas pessoas valorizam minha arte, já aconteceram mais de uma vez, de me contratarem com remuneração, me dão o tema e a parede muitas vezes até mesmo dentro de casa, para fazer grafitagem” fala Gancho com bastante satisfação.
Ao caminharmos no bairro em que o Gancho mora, encontramos uma loja que tinha a lateral das paredes pichadas, ao conversar com a lojista que não quis se identificar ela afirmou que “Acho essas pichações um desrespeito enorme, eu paguei pela pintura da minha loja para esses vândalos chegarem e fazerem isso.” Esse é um paradigma entre quem quer expressar sua arte, e quem luta para ter algo em que outras pessoas venham para modifica-la.
Gancho diz que não vai parar de expressar sua arte nas ruas, mas que tem consciência dos seus atos, sabe o lado bom e o ruim do que faz, mas é essa “aventura” que ele quer em sua vida, é o que esvazia sua mente, e são esses riscos que o fazem se desligar da realidade, e mostrar ao mundo a sua forma de arte.


Assista também o vídeo documentário explicando Grafite vs Pichação feito por estudantes de Design Gráfico da Faculdade Integradas Barros Melo AESO





Para compreender melhor os termos de Grafite e Pichação clique no link: Grafiti vs Pichação

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Vegano ou Vegetariano? Eis a questão



Muita gente que deseja melhorar sua alimentação considera optar por uma dieta vegetariana, mais rica em folhas, verduras e frutas e excluindo o consumo de carne de boi, frango, peixe e outros animais. Existem diversos “níveis” de vegetarianismo. O mais “puro” deles é o chamado vegan ou vegano, em que a pessoa ingere somente alimentos de origem vegetal.

''Churrasco'' Vegano
Veganos ? vegetarianos? quais as diferenças de um para o outro? muita gente ainda confunde uma coisa com a outra  mas são completamente diferentes em alguns aspectos

Vamos lá, o vegetariano é alguém que se alimenta basicamente de grãos, sementes, vegetais, cereais e frutas, com ou sem o uso de lacticínios e ovos. Os vegetarianos excluem o uso de todas as carnes animais, incluindo peixe.


Um vegano exclui todos os produtos de origem animal não só da alimentação, mas também da roupa, dos produtos de higiene, dos detergentes. É ainda contra todo o tipo de exploração animal (touradas, circos com animais, jardins zoológicos, pesca, caça, etc.) além dos produtos que são infelizmente testados em animais.



Mas quais são os beneficios para as pessoas que querem levar esse estilo de vida?

Entre os benefícios propagados pelos veganos estão uma melhor geral no sistema digestivo, um aumento incrível da capacidade de concentração, aumento na energia (disposição) e também benefícios para o sistema circulatório.

A princípio pode parecer uma dieta muito restritiva, se pensarmos apenas em folhas, mas é bom lembrar que existem muitas opções vindas do mundo vegetal, como soja, feijão, arroz, mandioca, trigo etc.


Conheça alguns perfis para se deliciar no instagram:

  @bestofvegan
                                                   
Além de fotos autorais o Best of Vegan
 também publica fotos de outros usuários da rede social
























@fullyrawkristina

Kristina Carillo além de pioneira no movimento
tem um canal no youtube com várias dicas sobre
esse estilo de vida.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016


 SEDA: Uma secretaria para o bem deles
  A secretaria está ajudando na conscientização do abandono de animais
  







   A secretaria executiva dos direitos dos animais (SEDA) surgiu em 2013, pela necessidade da criação de uma política pública voltada para o bem estar dos animais, sendo a primeira nesse âmbito do Norte e Nordeste e a terceira do país. A SEDA tem quatro pilares de atuação: A castração de cães e gatos para controle reprodutivo; educação; adoção e fiscalização de maus tratos.

    As campanhas veterinárias são realizadas em comunidades carentes, como nas do Ibura e nas de Casa Amarela, onde o número de animais nas ruas é maior, aumentando o risco de doenças tanto para os bichos, tanto para os moradores da região. Essas campanhas são feitas em escolas de bairro que sejam espaçosas, para o conforto da população e sejam conhecidas, para facilitar o acesso. Elas são divulgadas em rádios comunitárias e com panfletagem nas escolas e comércios. Sempre realizadas aos sábados, começando ás nove horas da manhã, quem quiser garantir a sua vaga, deverá chegar cedo para pegar as senhas de atendimento e preencher uma ficha com informações do tutor e do animal.
   
    Segundo o gerente geral da secretaria, Robson Gomes, são realizadas cinquenta castrações diárias, a maioria em fêmeas. Para realizar o procedimento, é necessário telefonar para o número de agendamento (3355-8639), apresentar comprovante de residência, nome do tutor e do animal. Antes de o procedimento ser realizado, os tutores são informados sobre como proceder com o animal antes da cirurgia, informando sobre o que beber, comer e sobre o animal não estar em gestação, no caso das fêmeas. As cirurgias são efetuadas do centro de vigilância ambiental de Peixinhos (CVA), com veterinários da SEDA.

                                             


      Conscientização - “As pessoas estão se conscientizando sobre o abandono, tanto é que o número de castrações tem aumentado consideravelmente, porque o que mais causa o abandono é a procriação descontrolada desses animais. Muitas vezes quando um cão ou gato tem filhotes, por exemplo, e o dono não pode mantê-los, eles acabam sendo abandonados e a castração colabora para a diminuição desse índice.” A veterinária, que trabalha na SEDA, afirma que com o aumento das castrações, o número de animais abandonados vem diminuindo, e a campanha educacional nos bairros fortalece os cuidados com os animais.
   
    Foi estabelecido que todas escolas municipais serão contempladas com as campanhas educativas, independente do bairro, e posteriormente as escolas estaduais, bem como as particulares. Nas palestras é abordado a posse responsável, cuidados e deveres que todos os tutores devem ter com seus animais, com apresentações de slides e distribuição de materiais gráficos educacionais.
  
    Ao total, cento e trinta e dois animais já foram adotados em eventos de adoção no Recife. Esses eventos são realizados mensalmente em locais diversos. Para participar, o tutor deve enviar um e-mail para a SEDA, escrevendo quantos animais irão participar, sexo e espécie. Os animais devem ser vermifugados e castrados. Os bichinhos ficarão sob responsabilidade dos seus tutores e caso alguém tenha interesse em adotar, será realizada uma entrevista e logo após, o preenchimento do termo de adoção. 

                      


  
    As denúncias de maus tratos e abandonos, podem ser realizadas pelo telefone 3355-8371, onde o denunciante relatará o fato, não podendo ser anônimo, e dentro de vinte quatro horas uma equipe de fiscalização da SEDA irá ao local para realizar uma averiguação. Com todos esses meios de atuação, o objetivo da SEDA, é conscientizar toda a sociedade em relação ao abandono, visando o bem estar do animal.

sábado, 17 de setembro de 2016

Locomoção solidária

Henrique Felix. Foto: acervo pessoal

Amor e dedicação podem ser encontrados nas horas mais sombrias. Sem apoio financeiro além do próprio, Henrique Felix decidiu que os animais precisavam de sua ajuda. Resgatando cães e gatos das ruas, alimentando e tratando de suas feridas e feridas, e depois arrumando lares para eles, Henrique iniciou uma missão.

Com o passar dos anos o morador de Camaragibe começou a ajudar animais que sofrem acidentes e não conseguem se locomover. Ele aprendeu na internet a produzir cadeiras de rodas usando PVC e não cobra por eles, apenas doa para aqueles animais que precisam. Henrique afirma ter salvado cerca de 38 cães apenas na avenida nos arredores de sua casa.

A cadela Molly. Foto: acervo pessoal
Um dos resgates de Henrique foi Molly, uma cadela que foi atropelada por uma carreta e encontrada pela esposa dele num posto de gasolina. Após passar por cirurgias e ser tratada por ele, a cadela sobreviveu ao acidente e ganhou uma cadeira de rodas para se locomover.